Historia, quoque modo scripta, delectat.
(a História, não importa como é escrita, sempre deleita)
(Plínio, O Moço, historiador romano, falecido em 113 d.C.)
Segundo o livro História da Minha Vida (1980), o início do Século XX foi marcado pelo medo e o sentimento dominante de que o mundo iria se acabar e o “novo século” não seria conhecido pela humanidade. As pessoas observavam o céu com ansiedade, à procura de sinais prenunciadores do momento final.
O fim do mundo não veio e muitas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer “Seu” Atílio. Seus pais, italianos, migraram para o Brasil, no Século XIX (1888) – cuja mãe aguardava o nascimento de seu primogênito -, em busca de vida melhor. O casal, juntamente com outros imigrantes, foram levados para Santa Maria da Boca do Monte, atual, Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Instalados na colônia do Arroio Grande, nome do ribeirão que corria por toda a extensão do vale, onde nasceram os doze filhos de Romano Fontana e Thereza Dalle Rive, incluindo Attílio Francisco Xavier Fontana (cinco homens e sete mulheres).
Romano Fontana e Thereza Dalle Rive, pais de Attilio Fontana – foto de 1915
Aos oito anos, começou a trabalhar com os pais e os irmãos. Assim corria a vida na colônia: “era o trabalho, eram os estudos, era a missa aos domingos” e o problema de saúde, fragilizada, do mirrado menino Attílio. Ser humano especial, que fez a diferença para muitas famílias e, certamente, para a comunidade Sadia e FAF.
Em outra oportunidade, lembraremos fatos relevantes sobre as primeiras décadas de sua vida, uma vez que a finalidade dessas mensagens é relembrar o seu nascimento em 07/08/1900.
Fonte: Attilio Fontana – História da minha vida, Câmara Brasileira do Livro-SP, 1980.
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